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HORÁRIOS: de quinta a sábado, de 12h às 20h e domingo, de 9h às 17h.

A exposição Cosmopolíticas foi concebida no Festival de Fotografia de Tiradentes e, agora, chega à Pinacoteca, por meio de uma parceria com o Fotofestival SOLAR.

COSMOPOLÍTICAS

Curadores João Castilho e Pedro David

O Cosmos, segundo o astrônomo Carl Sagan – “tudo o que já foi, tudo o que é e tudo que será”–, precisa, para ser feito, a todo momento ser refeito. É criado, e recriado, a partir de relações. Pura política, onde todo outro, de qualquer espécie ou natureza, deve ser reconhecido como alteridade significativa, pois, de acordo com Humboldt, “tudo é interação e recíproco”.

Reunimos obras de artistas brasileiros que trabalham na fotografia questões em torno da política da natureza em seus mais variados elementos, através dos corpos, das ausências e dos territórios. Cada um(a), à sua maneira, cria formas específicas para por em prática essas composições. A cosmopolítica não tem a ambição de pacificar; pelo contrário, ela quer tornar toda negociação mais complicada, já que cada vez mais seres precisam ser consultados para a formação de um arranjo conjunto.

A composição dessa densa teia cósmica conta com obras de 12 artistas, incluindo uma dupla e um coletivo, de diferentes partes do país, com trajetórias e histórias particulares. Baseia-se em três linhas de investigação que se sobrepõem. A primeira, cosmopolíticas da terra, reúne obras que expõem os diferentes acordos de vizinhança, em que os artistas se engajam no caminho para a constituição de um território. Na segunda, cosmopolíticas dos fantasmas, as obras são povoadas pelas sombras dos que não têm, não podem ter ou não querem ter voz política, mas desafiam a razão por, ainda assim, insistirem em compor a paisagem. Já em cosmopolíticas dos corpos, as obras mostram como os artistas fazem passar pelo corpo os diversos embates entre os entes humanos, os não humanos e os seus ambientes. Mas as camadas de sentido entre produção, fruição, curadoria e exibição podem fazer com que essas linhas se entrelacem, contaminem-se e se transformem para dar ao público a chance de redescobri-las e reordená-las de acordo com os próprios critérios.

A reunião destes trabalhos e a proximidade que eles estabelecem entre si criam momentos para desacelerar o raciocínio. As imagens nos fazem hesitar para, assim, criar uma sensibilidade distinta em relação aos problemas que nos mobilizam. A ideia de uma cosmopolítica permite manter aberta a questão de quem e o que pode compor um mundo comum.

A cosmopolítica não é uma teoria a ser ilustrada. Trata-se de uma prática a ser vivida, desde a realização de cada trabalho, passando pelo processo de curadoria, a circulação da exposição, a publicação deste livro, as falas que os acompanham e seu contato com o público. Aqui, usamos a forma de uma mostra coletiva para tecer nosso comentário sobre tal complexidade em que nos propomos viver.

Cada trabalho, de cada artista presente, traz-nos estratégias para negociar seu lugar no cenário global, com suas angústias, necessidades e possibilidades discursivas. As negociações, as alianças, as contradições e os fracassos ocorrem em todos esses níveis.

Os Artistas

ARAQUÉM ALCÂNTARA 
BÁRBARA LISSA E MARIA VAZ 
(DUO PAISAGENS MÓVEIS) 
BRENO ROTATORI 
DENILSON BANIWA 
EUSTÁQUIO NEVES 
FRANCILINS 
GILVAN BARRETO 
JULIA BAUMFELD 
LUISA DÖRR 
PAULO NAZARETH 
TUANE EGGERS 
SELVAGEM 
CICLO DE ESTUDOS

07 / DEZEMBRO / 2022

a 05 / FEVEREIRO / 2023

GALERIA DO CAFÉ

ENTRADA GRÁTIS.

PARA VISITAS AGENDADAS,

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Esta exposição faz parte da mostra BONITO PRA CHOVER

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