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Família de Antonio Bandeira visita exposição

Foto: Marília Camelo

Entre expressões de encantamento e orgulho, a família de Antonio Bandeira visitou a exposição “Amar se aprende amando”, em homenagem ao centenário do artista. A iniciativa partiu do sobrinho Nilson Bandeira, de 75 anos, presidente do Instituto Antonio Bandeira e um dos parentes próximos vivos, juntamente com as irmãs Fátima e Neuma, todos filhos de José Bandeira e Judite. Na visita, também estavam cunhados, sobrinhos e sobrinhos netos do artista. Segundo Emanuel, filho de Nilson, José era o mais chegado do artista entre os sete irmãos. Atualmente, Nilson e Emanuel cuidam da entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo catalogar, divulgar e zelar a obra de Antonio Bandeira, cumprindo seu papel legal de detentor dos direitos de imagem do artista.

Nilson Bandeira classificou a visita como oportunidade única de reunir a família em torno da arte do artista, porque muitos moram em outro estado e até em outro país, como Gabi Bandeira, que mora nos Estados Unidos. No dia seguinte, fez questão de registrar que a família Bandeira presente ficou encantada com a exposição e, principalmente, da acolhida de nossos arte educadores. O presidente do Instituto Antonio Bandeira ressaltou que, durante muito tempo, a família estava na expectativa dessa exposição e hoje elogia o trabalho realizado pela Pinacoteca do Ceará.

Emanuel Bandeira. Foto: Marília Camelo

Emanuel Bandeira ressalta o orgulho em ver como o legado da família foi tratado com respeito, ressalta que, algumas vezes, a própria família esquece que tem entre eles um membro tão importante e, quando se depara com uma exposição deste porte, se enche de orgulho. Isso porque não traz somente as pinturas, mas também fotografias, cronologia da vida e escritos inéditos, desde antes de fazer sucesso na carreira. Ressalta que os primos mais novos já começavam a perder o contato com a obra, pois normalmente só as viam dentro de suas casas e, para muitos deles, era a primeira vez que visitavam uma exposição com tantas obras do parente ilustre.

Gabi Bandeira. Foto: Marília Camelo

A terceira geração, como Gabi, estava impressionada com as obras e, apesar de desde pequena escutar histórias, não tinha a dimensão do legado de Bandeira. Atualmente, restam poucas obras em propriedade da família, mas a jovem já reservou para si uma obra com necessidade de restauro que resta em posse de sua avó.

Bandeira, um artista internacional

O pintor cearense Antonio Bandeira completaria 100 anos em maio de 2022. Contudo, o artista faleceu aos 45 anos, porém com uma vida artística produtiva a ponto de sua obra permanecer reconhecida internacionalmente como um dos principais nomes da arte abstracionista no Brasil. Ao longo de sua história, ele fez o caminho de desprendimento da figuração, ou seja, imagens nítidas, para a liberdade de criação proporcionada pela abstração. A vida e a obra de Bandeira trouxeram a afirmação do Brasil no circuito mundial artístico. Desde os anos 1940, passou a pintar e chegou a fazer parte também do Centro Cultural de Belas Artes e da Sociedade Cearense de Artistas Plásticos. Em seguida, foi para o Sudeste do país e Paris, França, quando se apropria das tendências mundiais a partir do Brasil, recebendo o reconhecimento ainda em vida, algo que não é tão comum.

Texto: Adriana Santiago

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