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Jovens do Moura Brasil se inspiram nas exposições para apresentar mapeamento afetivo

Foto: Marília Camelo

Um grupo de 20 jovens da comunidade Moura Brasil participou da visita mediada pelas exposições da mostra Bonito pra Chover. Junto com as arte educadoras da Pinacoteca, conheceram o processo criativo de muitos artistas que compõem a exposição Se Arar. Os jovens produzem o Mapeamento Afetivo do bairro e buscam nas obras e expografias inspirações para encontrar uma forma de melhor devolver à comunidade o resultado da pesquisa em fase de síntese e apresentação, chamada de ateliê de criação.

Estes jovens participam há quase três meses do Mapeamento Afetivo, que é um programa do Núcleo de Articulação Comunitária e Afirmativa (NACA), do Instituto Mirante, que está mapeando associações, coletivos, lideranças e patrimônios materiais e imateriais da comunidade Moura Brasil. Os 20 jovens foram selecionados como pesquisadores para a ação, com uma bolsa-auxílio de 4 meses, que garante permanência no projeto.

Foto: Marília Camelo

Zwanga Nyack, coordenadora pedagógica e pesquisa, afirma que o início do projeto foi uma visita à Estação das Artes, ajudando no processo e trazendo inquietações, perguntas e inspirações a respeito do que eles estão fazendo no mapeamento e no que poderiam desenvolver para a entrega. A proposta de visitar as exposições da Pinacoteca nesta fase é para que os jovens tivessem essa inspiração em relação aos produtos finais. “Começar e encerrar a pesquisa com visita aos equipamentos que estão presentes praticamente dentro da comunidade é uma forma de garantir o acesso deles ao complexo cultural”.

A coordenadora entende que as ações facilitam o diálogo com as comunidades do entorno para que se sintam mais acolhidos, mais confortáveis e comecem a pensar na ocupação desses espaços das mais diversas formas possíveis, não só na perspectiva de espectadores. Eles estão engajados no projeto e pensando em produzir uma exposição com os materiais que estão sendo coletados na Pinacoteca. “A vinda deles nesses lugares serve nesse sentido, para eles observarem como as coisas estão organizadas, como foram pensadas, como fazer um diálogo mais direto e indireto. A proposta é que essas visitas sejam cada vez mais frequentes. E que, esse diálogo com a comunidade do Moura Brasil, representada por estes jovens, possa ser ampliado para todos”.

Texto: Adriana Santiago

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