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Pinacoteca do Ceará realiza aula aberta sobre ditadura militar e as experiências de arte no Brasil

Obra de arte em parede branca com um quadrado no centro com traços pretos e vários quadrados menores que formam algo parecido com um tabuleiro de xadrez.
Malhas da Liberdade III, 1977, Cildo Meireles

A aula será ministrada pelo professor, pesquisador e curador Diego Matos, na próxima sexta-feira (22), com entrada gratuita.

O papel político da arte brasileira na resistência à ditadura militar. É a partir desse mote que a Pinacoteca do Ceará – museu que integra a Rede de Equipamentos e Espaços Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará (SECULT CE), gerido em parceria com o Instituto Mirante – realiza a aula aberta  “60 anos de golpe militar: experiências da arte ontem e hoje no Brasil”, com o professor, pesquisador e curador Diego Matos. O evento ocorre no dia 22 de dezembro, próxima sexta-feira, às 18h, com entrada gratuita e acessibilidade em Libras. 

A aula, que integra a programação especial do primeiro aniversário da Pinacoteca do Ceará, propõe um passeio por marcos artísticos da contemporaneidade que representaram – e representam – inovação na linguagem. Além disso, destaca as resistências às políticas de exceção, assim como iniciativas para momentos de crise e impasse presentes desde o início da abertura à democracia, em 1985. O objetivo é dialogar sobre caminhos para questões que permanecem, como: de que modo a arte brasileira foi permeada pelos traumas de uma ditadura com mais de duas décadas? Quais imagens daquele período não devem ser esquecidas? Como a arte pode requalificar o debate político?

A instauração da ditadura civil-militar brasileira completa 60 anos em 2024. O período durou 21 anos (1964-1985) e deixou marcas na história. Apesar do processo de abertura e redemocratização, além da consolidação de uma constituição em 1988, o Brasil, segundo o professor, ainda sofre as consequências daquele estado de exceção. 

De acordo com Diego Matos, que foi assistente de curadoria da 29ª Bienal de São Paulo e trabalhou no Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake, a aula vai abordar as produções artísticas nos momentos de maior resistência, de meados dos anos 1960 em diante, mas também das iniciativas das gerações mais recentes. Algo que dá possibilidade de novas inscrições político-poéticas na nossa história, além de consolidar uma prática política e artística que olha para a memória e constrói proposições de vigor afirmativo e não excludente.

SOBRE O PROFESSOR

Diego Matos usa camisa azul escuro, tem barba rala, pele branca, usa óculos e cabelo preto liso. Ele está em uma área verde semelhante a um parque e olha de forma séria para a câmera.
Foto: Diego Matos/ Divulgação

Diego Matos (Fortaleza, 1979) é pesquisador, professor e curador. Formado em arquitetura e urbanismo pela Universidade Federal do Ceará (UFC), é doutor (2010 – 2014) e mestre (2006 – 2009) pela FAU-USP, sob orientação de Agnaldo Farias. Foi curador-chefe do Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE), em 2022/2023. Em sua gestão realizou duas grandes antologias: Frans Krajcberg: por uma arquitetura da natureza e Liuba – Corpo Indomável, esta última premiada como melhor exposição nacional pela APCA (2022). Ainda em 2022, foi autor e editor convidado da revista francesa Cahiers D’ Art, sendo co-responsável pela edição comemorativa do 46o ano, publicação em homenagem ao artista brasileiro Cildo Meireles. Em 2021, junto ao Márcio Seligmann-Silva, concebeu a exposição permanente do Centro Universitário Maria Antonia – USP, MemoriAntonia: por uma memória ativa dos direitos humanos. Organizou com Guilherme Wisnik o livro Cildo: estudos, espaços, tempo (Ubu Editora, 2017), finalista do prêmio Jabuti (2018). Com Julia Rebouças, foi curador da exposição Entrevendo: uma mostra histórica e antológica de Cildo Meireles (Sesc Pompeia, 2019/2020) – maior exposição já realizada do artista. Foi também co-fundador da Rama Plataforma (2020 – 2023), espaço independente dedicado a organizar a fomentar atividades de ensino e difusão da produção cultural em ambiente virtual e presencial.

SOBRE A PINACOTECA

Inaugurada em 3 de dezembro de 2022, a Pinacoteca do Ceará tem a missão de salvaguardar, preservar, pesquisar e difundir a coleção de arte do Governo do Estado, sendo espaço de ações formativas com artistas, comunidade escolar, famílias, movimentos sociais, organizações não-governamentais e demais profissionais do campo das artes e da cultura. Trata-se de um espaço de experimentação, pesquisa e reflexão para promover o diálogo entre arte e educação a partir de práticas artísticas. 

SERVIÇO

O quê: Aula aberta “60 anos de golpe militar: experiências da arte ontem e hoje no Brasil”, com Diego Matos 

Quando: 22  de dezembro, sexta-feira, 18h

Onde: Auditório da Pinacoteca do Ceará (Rua 24 de Maio, s/n – Centro, Fortaleza) 

Acessível em Libras

 

Texto de Alessandro Fernandes, sob supervisão e edição de Raphaelle Batista. 

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